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CHINA
China: risco ou oportunidade?

Arnaldo Jardim

A recente visita do presidente da China, Hu Jintao, aos Estados Unidos, trouxe à tona as preocupações do mundo em relação às práticas comerciais do gigante asiático. A ditadura comunista que se abriu ao capitalismo, no fim da década de 70, se tornou “a terra das oportunidades”. Uma ascensão capaz de abalar a hegemonia do Ocidente mais o Japão, estabelecendo uma nova ordem mundial.
Não precisa ser economista ou especialista em comércio internacional para perceber a enxurrada de produtos chineses em nossas gôndolas. São calçados, roupas, óculos, eletrodomésticos, uma infinidade de produtos que estampam “Made in China”. Com seus preços absurdamente baratos, as compras de bens de consumo daquele país pelos brasileiros aumentaram em mais de 50%, nos últimos meses, o que tem ocasionado dificuldades para vários setores tradicionais da nossa economia.
A bem-sucedida experiência chinesa no mercado internacional é fruto de um conjunto de fatores: mão-de-obra barata, protecionismo comercial, moeda desvalorizada, grande mercado interno, investimentos em infra-estrutura e ausência de legislações ambientais e trabalhistas. Mesmo assim, o Governo Lula reconhece a China como uma economia de mercado, sendo um dos avalistas para sua entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC), deixando para trás alguns pontos importantes.
Na China, o Estado é o eixo central das decisões, proprietário das maiores instituições. O crescimento econômico do país vem das exportações, que respondem por 40% do PIB. Entre 2001 e 2005, as vendas externas cresceram algo em torno de 137%, chegando a US$ 2,6 trilhões. Já as importações aumentaram 28%, para US$ 2,2 trilhões.
O trabalhador braçal chinês trabalha doze horas por dia, recebe US$ 30 mensais no campo e US$ 70 na cidade, enquanto a mão-de-obra qualificada urbana pode receber até US$ 500, além de um adicional por produtividade. Uma vez trabalhando, o governo garante saúde, educação e moradia, ou seja, quem recebe US$ 30,00 não vive abaixo da linha da pobreza, se equipara à nossa classe baixa. Isso, em meio à ausência de leis trabalhistas e com uma população de 1,6 bilhão de pessoas.
O segundo item é o sistema de câmbio. Desde julho de 2005, os chineses têm uma moeda “flutuante”, o renminbi (yuan), que hoje está no patamar de 8,02 yuans para cada US$ 1, mas especialistas garantem uma desvalorização de 3%, ainda este ano. Se o país mantiver o crescimento do primeiro trimestre, a projeção de crescimento de 9,5% deve chegar a impressionantes 10,2 %, em 2006.
Mesmo sem contar com um Judiciário independente e de passar por uma indefinição em relação à propriedade privada, um sistema bancário estatal e precário, uma lei de patentes “frouxa” e uma tensão comercial com os Estados Unidos e a União Européia, os grandes mercados ocidentais têm investido no país, transformando-o em fonte de lucros por oferecer a melhor relação custo beneficio.
Em 2004, empresas norte-americanas com operações na China lucraram US$ 3 bilhões e investiram outros US$ 51 bilhões só no ano passado. Em 1980, eram somente 23 empresas dos EUA que operam na China, hoje, já são 49 mil empresas. O investimento externo não tem se mostrado meramente especulativo, pois várias empresas chinesas, inclusive algumas essenciais, foram compradas por multinacionais como Wal Mart, Carrefour, Kodak, ZF (alemã), obrigando o governo chinês a pensar em salvaguardas para o os setores de comércio e serviços.
Enquanto o mundo investe no mercado interno chinês, 90% das exportações brasileiras para a China são baseadas em commodities. Em suma, exportamos produtos sem valor agregado, o que não garante um vínculo comercial duradouro. Em sua última viagem a China, o presidente Lula exortou mais agressividade às empresas brasileiras em exportar, mas foi incapaz de estabelecer acordos comerciais com a inclusão de produtos com maior valor agregado, aproveitando o grande potencial de consumo interno chinês.
O “resumo da ópera” é que o Governo Federal precisa mudar de foco – o Brasil deveria fazer parte do crescimento econômico chinês. Por exemplo, na área dos biocombustíveis, onde somos uma referência mundial, poderíamos ser parceiros estratégicos, aliando a crescente necessidade chinesa por energia com as pressões internacionais em torno da preservação ambiental. O Brasil poderia exportar não apenas o álcool ou o biodiesel, mas veículos flexíveis, caldeiras para co-geração de energia, equipamentos, plantas de produção e o “know how” necessário para o desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva de biocombustíveis na China, forjando ligações comerciais mais fortes, diante da criação de centros de manutenção e de vendas naquele país.

Deputado Arnaldo Jardim

Presidente da Comissão de Relações Internacionais da ALESP
arnaldojardim@arnaldojardim.com.br
www.arnaldojardim.com.br



Dicas de viagem

1. DOCUMENTO: é obrigatório PASSAPORTE válido com visto CERTIFICADO INTERNACIONAL DE FEBRE AMARELA. Quem passa por USA deve ter visto válido ou passaporte de país com acordo de isenção (Japão, Itália, etc.)
Recomendado: tirar cópia das páginas importantes. Utilizar durante o passeio deixando os originais no cofre do hotel.

2. PASSAGENS AÉREAS: recomendamos guardar cópia em separado para facilitar emissão de segunda via no caso de extravio.

3. SEGURO DE VIAGEM e SAUDE – RECOMENDAÇÕES: a Chinatur está recomenda possuir Seguro para eventualidade.
Todo remédio usual do passageiro deverá ser levado, dentro da embalagem original e com bula. Qualquer tratamento em andamento que exija remédios especiais deverão ser acompanhados de receita médica. Levar na bolsa de mão.

4. MOEDA: Em todas as cidades, nas lojas oficiais e hotéis o cartão de crédito é aceito (mais aceito é VISA e Mastercard). US Dolar papel (tem preferência) ou traveller checks (são aceitos mas com valor menor nas lojas devido ao custo de conversão). A moeda na China é Renmimbi e sua unidade é Yuan com cambio aprox. 7.5 – 8.5 Yuan por US$. Em HKG , é HKG Dollar que vale 8 a cada USD. Para pequenos gastos como bebidas, lanches e souvenirs de rua, recomenda-se trocar quantia razoável no primeiro dia no Banco da China no aeroporto, caixa do Hotel ou com o guia (não trocar com estranhos, pois cambista é proibido por lei). As taxas de embarques dos vôos internos não estão inclusas e deverão ser pagos ao guia equivalente aprox. US$ 14 em moeda local por pessoa.

5. BAGAGEM: cada passageiro tem direito de levar e trazer nos vôos INTERNACIONAIS até duas malas de 32kg, alem da bagagem de mão. No entanto, dentro da China, a franquia é SOMENTE UMA MALA POR PASSAGEIRO. Portanto quem ultrapassar o limite terá custo adicional. Deverá identificar bem as malas e colocar etiqueta com identificação do SOBRENOME / NOME, com endereço residencial e tel. do Brasil. Os objetos de valor e documentos nunca devem ser despachados. Recomendado levar na bagagem de mão uma muda de roupa

6. TEMPERATURAS: A temperatura de todas as cidades neste período de primavera é amena e chuvas esparsas. Previsão de 20 - 24 ºC durante o dia e 10- 16 ºC à noite . Acompanhe pelo www.chinatur.com.br , utilidades , clima na China.

7. ROUPAS: NÃO HAVERÁ DESFILE DE MODA, por isso é permitido repetir varias vezes a mesma roupa durante a viagem. As roupas devem ser informais, leves e confortáveis. Levar um Blusão impermeável para chuva e vento. Recomendamos um conjunto formal para jantares e encontros especiais do grupo. Recomendado Blaiser e Vestido passeio completo, mas não é obrigatório. Sapatos: durante todo passeio, utilizar sempre tênis ou similar confortável devido a calçamento antigo e longa distância.
É recomendado levar roupas e acessórios que estão no armário encostado e não trazer de volta trocando por novos que terão oportunidade de comprar (principalmente blazer, vestido, camiseta, tênis, calças e bermudas pois lá é muito barato !!!)

8. GORJETAS: é usual e recomendado (não obrigatório) gratificar carregador de mala no hotel, camareira, guias e motoristas. O valor usual é US$ 2 para o guia e 1 por pessoa, por dia para cada serviço prestado para os demais. Em caso excepcional, recomenda-se diferenciar para incentivo profissional. Recomenda dar uma parte no início e outra no final.

9. HORÁRIO, PONTUALIDADE e INTERESSE: antecipadamente SEMPRE será informada programação definitiva baseada no roteiro já fornecido (poderá haver alteração devido à condição climática ou do local). O horário de saída é rígido para garantir aproveitamento de todos passeios e traslados seguros e otimizados. O nosso guia local é aprovado pelo Governo da China e tem plenos conhecimentos técnicos para oferecer informação detalhada de todos os passeios: o interesse do grupo despertará o interesse do guia para melhor esclarecimento. NUNCA deve dispersar ou sair do grupo SEM prévio aviso e concordância do guia, pois corre o risco de necessitar retornar ao hotel por conta e risco do passageiro. O guia local, em função da programação especifica de cada cidade, poderá oferecer passeios ou show não incluso que deverão ser pagos diretamente a critério pessoal.

Atenção : sempre pegar o celular do guia e levar cartão do hotel com caracteres chineses para em caso de perda do grupo , possa voltar de táxi para hotel (os taxistas não entendem inglês e nem conhecem caracteres ocidentais).

10. FOTOS E FILMAGEM: todos os locais visitados são permitidos fotografar e filmar. Alguns locais o flash é proibido devido a costumes ou prejudicar integridade do objeto: o guia orientará nestes casos.

11. REFEIÇÕES: as refeições inclusas no roteiro (bebida água e refrigerante local) durante os passeios, terão cardápios degustação da época previamente escolhidos para agradar todos os paladares. Algumas refeições serão tipo buffet de livre escolha. É recomendado experimentar todas as iguarias oferecidos baseados na culinária típica regional. Em caso de necessidade especial de regime alimentar (sal, açúcar, pimenta, etc.) deverá ser consultado o guia e ser combinado antecipadamente. Os jantares são livres, mas recomendamos utilizar diversas opções do hotel, objetivando o descanso para o dia seguinte.

12. COMPRAS: durante os passeios, os passageiros terão oportunidade de adquirir souveniers em todos os locais visitados. Também estão programadas visitas nas lojas oficiais, cuja qualidade dos objetos artísticos e jóias estão garantidas pelo governo sendo preço mais alto que no comercio em geral. Fica a critério de cada um escolha do tipo de qualidade dos objetos tipo cloisonee , porcelana, jade, madeira entalhada, toalhas, tapetes, roupas, etc.. que são oferecidas na rua , com qualidade pirata. Recomenda-se cumprir o horário estipulado pelo guia, pois é nestas ocasiões que devido atraso nas negociações e pagamento, perde-se TOUR subseqüente, que é o OBJETIVO PRINCIPAL DO GRUPO.

13. SAIDA SEM GUIA : quando sair do hotel, deve sempre levar o cartão do hotel já com o destino (por exemplo : shopping center com nome em chinês , em caracteres chinês) para ser mostrado ao motorista de táxi (não fala e nem lê caracteres ocidentais) tanto na ida como na volta.



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